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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Dias 23 | 11nov | Vietnã - O que é que Hoi An tem?


Hoje o dia seria dedicado ao trecho mais histórico de Hoi An, que era basicamente percorrer o circuito de casas e templos de arquiteturas ecléticas que se desenvolveu na região.
Compramos um day ticket, que dá direito a entrarmos em 5 atrações, a serem definidas por nós.

Antes de começar o trajeto, tínhamos uma pendência, a Bé precisava fazer a 2a dose da vacina contra hepatite B, recomendada para se viajar por essas bandas. Descobrimos onde era e fomos direto ao posto de saúde. Mas chegando lá a entrada de terra batida fez a gente questionar a higiene, a organização, e todo tipo de coisas... A enfermeira não falava nada de inglês e felizmente apareceu uma moça disposta a nos ajudar e aí as coisas melhoraram: a vacina estava condicionada num recipiente com isolamento térmico e as seringa era descartável. Mas que deu uma preocupação, ah isso deu!   

O day tour em si foi bacana, com construções antigas, algumas mais preservadas que outras. Mas com um porém, em todos lugares que entramos sempre tinha o momento "empurra-souvenirs", alguns com aspecto "vintage" - mas obviamente falso. Uma mistura de Embú com a Liberdade...
No centro uma ponte construída pelos japoneses. A Bé provando uma guloseima de rua, doce de arroz e feijão.

Há uma influência forte da arquitetura francesa, chinesa e japonesa nas construções, que foram tombadas pelo patrimônio histórico. Algumas não aparentam ter uma conservação boa, mas até os telhados cobertos de musgo dão um clima de lugar parado no tempo. É essa arquitetura tão particular que dá a Hoi An uma identidade própria.
Numa das casas, uma apresentação de "música tradicional" trazia uns músicos entediados por tocarem a mesma coisa centenas de vezes por semana. Pelo menos não tinham a versão de algum  sucesso dos Beatles ou a versão vietnamita da Lambada... Depois entrou um cara fantasiado para fazer umas danças performáticas, mas com um quê de mal-ensaiado. O destaque ficou por conta do cara que tocava um instrumento de 1 corda só, que parecia ser quem realmente sabia o que estava fazendo. 
De tarde encaixamos um passeio de barco ao longo do rio Thu Bon, aquele que inundou a cidade. O barqueiro começou com um preço bem mais alto, para variar. E para variar usamos nosso cada vez mais apurado senso de barganha. O guia já emendou o assunto futebol e começou a perguntar sobre alguns jogadores da antiga seleção do Dunga. Aqui no Vietnã ninguém faz idéia do que seja Carnaval, mas futebol é Brasil. Vimos umas vilas de pescadores (nada rústicas como imaginávamos), plantações de coco, um mega complexo de hotel com campo de golfe em construção. Nada de realmente especial. Descemos o rio até a sua foz, já despejando suas águas barrentas no mar da China. 
O mais incrível é que depois de toda conversa amigável e futebolística, assim que ele recebeu o dinheiro, já mudou completamente de expressão e partiu em busca de outro turista. Nessa terra de comunistas a simpatia acaba sendo uma moeda de troca e obedece às leis do capitalismo mais selvagem! Talvez no Brasil a gente esteja deixando de ganhar uma grana preta!!

Acabamos comendo uns pratos locais numas barracas de rua, algo mais leve para um dia mais tranquilo. Amanhã, bike pelos campos de Hoi An!

Abs a todos!

Dias 21-22 | 09nov-10nov | Vietnã - Hoi An e a enchente

Como todos certamente já perceberam, estamos tendo dificuldades em manter nossos posts em dia.
Portanto agora vamos organizar os relatos por lugares, somando vários dias num único post.

Na verdade estamos mesmo trapaceando (sim, admitimos!!), mas é a forma que encontramos para dar andamento sem precisarmos dispor de horas diárias de dedicação. É claro que isso pode mudar de acordo com necessidades futuras, como falta de assunto, por exemplo...
Mas não desistam da gente!!


Dia 21 | 09nov
Chegamos de manhã depois de uma viagem noturna cansativa - o motorista buzinava o tempo todo como de costume, mas dessa vez a buzina parecia daquelas de navio cargueiro, de meter respeito mesmo! Caía uma chuva fina em Hoi An, após vários dias de chuvas pesadas. Ontem vimos as notícias da inundação, e quase adiamos nossa vinda a Hoi An, mas somos teimosos e acabamos vindo mesmo assim. Deu para perceber que o motorista teve que fazer uma mudança de trajeto, fazendo uma volta de uns 30 km, para contornar trechos inacessíveis da cidade.



Na parada final, um terreno baldio que serviu de terminal e vários taxistas já nos rodearam para oferecer seus hotéis, uns dizendo que o centro ficava longe. Mas nós tinhamos um mapa e sabiamos que estavamos muito próximo, aqui eles mentem a toda hora para conseguir clientes... Fomos ao centro e conseguimos nos instalar num hotel próximo da parte histórica e principalmente, numa área mais alta!
Chegamos a ver algumas ruas alagadas, com as pessoas ainda se arrranjando para minimizar os prejuízos. Com a chuva acabamos não fazendo muita coisa nesse primeiro dia, que serviu mais p recarregar as baterias. Tomamos um café típico com um macarrão que só existe aqui, o cao lao.
 As ruas inundadas de Hoi An e eu devorando o cao lao;

Hoi An é uma cidade pequena, mas concentra muitas atrações culturais, principalmente sua arquitetura singular de casas e templos, em estilos bem misturados. A cidade desde há muito tempo já recebia muitos comerciantes da China e Japão e suas heranças culturais ficaram marcadas nas contruções. Isso, somado às ruas estreitas e a sensação de tudo estar concentrado, cria uma atmosfera diferente, com um charme muito próprio, faz a gente se sentir deslocado no tempo... A presença do turismo aqui é grande, para variar. E ainda estamos na baixa temporada!

Uma coisa que chama atenção de cara é a presença absurda de lojas de alfaitaria, assunto no qual Hoi An tem fama. Há várias em cada quadra e os vendedores ficam puxando os turistas para conhecer suas "coleções", seus tecidos, etc. Eles copiam qualquer coisa que se leve para eles, como o último lançamento de Milão ou Paris, e pelo que ouvimos, com qualidade muito boa. Tem muito turista que parece ter vindo principalmente para renovar o guarda-roupa, tamanha quantidade de sacolas. Pelo que vimos, é bem barato mesmo.

De noite a garoa continuava e fomos provar algumas iguarias típicas de Hoi An: banh xéo (crepe de arroz, com camarões, porco, vegetais diversos), white rose (um pastel delicado de papel de arroz com recheio de camarões) e won ton frito (pastel chinês com vegetais e porco). Aqui existem muitos restaurantes legais, com ambiente agradável e servindo tudo que se pode imaginar (pizza por ex, tem aos montes, mas nada como nossas imbatíveis pizzas paulistanas!).
 
 Noite em Hoi An, e olha o Brasil presente! Abaixo, white rose e a cerveja mais famosa do sul, a Bá-Bá-Bá (333) - o mais legal é pedir ela!



Dia 22 | 10nov
No segundo dia a chuva não deu muita trégua e ficamos andando pelos lugares próximos da cidade velha.
Fomos ao mercado municipal, que ainda estava sendo limpo após a enchente, já que fica bem do lado do rio. Hoje o nível da água já baixou bem, pois conforme conversamos com alguns locais, a água chegou a uns 2m de altura na rua próxima do rio. O que nos impressionou era a rapidez com que as pessoas iam limpando as ruas e as lojas inundadas. Algumas que vimos sendo limpas no dia anterios já estavam funcionando, como se nada tivesse acontecido. Eles de certa forma convivem com essa situação que se repete ano a ano.
Mercado central de Hoi An, pós-enchente. A Bé andando com "nojinho" da lama. Variedade de ovos, macarrões. Caranguejos enormes e algemados!

Vimos algumas casas que faziam a mesma técnica de bordado que descrevemos em Nha Trang, parece que é algo bem comum aqui no Vietnã. Aqui haviam algumas reproduções mais fotográficas, as artesãs ficam mais de 2 meses num mesmo quadro, mas elas não são as verdadeiras autoras de cada obra: a assinatura no canto é um logotipo da galeria...
Entramos também numa loja que produzia e vendia milhares de coisas feitas de seda. Uma "exposição" mostrava na prática como se chegava no tecido a partir do bicho da seda, uma lagarta devoradora de folhas de amora. Muito legal ver todo o processo, inventado pelos chineses há muito tempo.
A vida na rua corre normalmente com o recuo das águas. Mercado na beira-rio, com o rio ainda alto. Abaixo a tiazinha seleciona as larvas de bicho da seda que estão prontas p virar casulo (logo a seguir).
 
A chuva aumentou e acabamos voltando ao hotel e passando o resto da tarde em estado de hibernação...
De noite voltamos ao mesmo restaurante de ontem, o que fez a dona levantar aquele sorriso, talvez mais pelos nossos suados dólares! Pedimos um peixe assado na folha de bananeira, com vários temperos, muito aromático. E cerveja Saigon, que apesar de ser mais sem graça para pedir, agradou mais!
Cenas noturnas, com várias lojas. A Bé no meio das lanternas japonesas (ou chinesas?). Nosso peixe com cerveja!

Abs a todos!


sábado, 12 de novembro de 2011

Dia 20 | 08nov | Vietnã - Adeus Nha Trang!

Acordamos e começamos a arrumação da mala q para nossos padrões de viagem se resume a encaixar todos os pacotinhos de roupa no mochilão. Aproveitamos até o último minuto no hotel com AC, pois depois teríamos q esperar até às 18:30h (horário do busao p Hoi An) no ar abafado da cidade.

Deixamos as coisas no hotel e fomos tomar cafe (almoço praticamente, já q era quase 12:00h). Fomos no mesmo lugar onde o Márcio havia gostado do phó. Uma delicia! Muito bacaninha a moçaa q nos atendeu, simpática...

Depois de almoçar, resolvemos procurar um café com wifi e AC!! p matarmos o tempo...
No caminho encontramos um espaço localizado em uma esquina que parecia uma Vila e que se chamava XQ Silk Hand Embroidery Picture.
Ao entrarmos, ja havia uma sala cheio de mulheres bordando quadros belissimos com linha. Um trabalho q requer muita paciencia e muita técnica.
 
Ficamos num café por quase 3 horas e saimos apressados para o hotel. No caminho, havia uma galeria de fotos, que fizemos questão de entrar, pois as fotos eram muito bonitas, retratavam o cotidiano das pessoas.
Havia um homem sentado de cócoras em frente a galeria e era o próprio fotógrafo. Ele nos contou sua história de vida... Ele era o motorista do ciclo (bicileta acoplado numa cadeira) que um dia conheceu um casal norueguês que lhe deu uma câmera fotográfica. Com isso, começou a fotografar e até já ganhou um concurso Internacional de fotografia!! Fascinante a história dele!
No caminho do hotel, vimos um restaurante que algum estrangeiro resolveu homenagear a frase mais típica daqui dos vietnamitas! Sempre que a gente pergunta qual a diferença (de um produto, de um serviço, de qualquer coisa!!!) eles sempre respondem: "Same, same", como se tudo tivesse a mesma qualidade!?!


Ao chegar no hotel o Márcio começou a acessar a internet e vimos que Hoi An (nossa próxima parada) estava inundada!!
Até tentamos cancelar nossa viagem, mas perderíamos nossa passagem e o onibus já estava em frente ao hotel. Vamos que vamos!!! No dia seguinte saberíamos em que pé estava.

(Um parênteses aqui)  Observando as pessoas, nos parece que todo mundo gosta muito do chão e da rua, pois no mercadão, coloca-se praticamente tudo no chão ou muito próximo. As mesas e as cadeiras onde as pessoas comem na rua parece que são todas de criança, e as pessoas ficam muito de cócoras... Acho que pelo perfil físico, pois são todos pequenininhos e magrinhos, rsrs
Aqui não tem churrasco, arroz e feijão como no Brasil, ai que saudades!!!

Valeú!!!



quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Dia 19 | 07nov | Vietnã - Snorkelling em Nha Trang!

A van do nosso passeio chegou no horário combinado e passou em diversos hotéis para pegar os demais turistas. Esse passeio é focado em mergulho livre (snorkelling) nas ilhas próximas da baía de Nha Trang. Após as fotos que vimos do lugar, ficamos com grandes expectativas, apesar de sabermos que a visibilidade não seria grande coisa. Chegamos no porto de Nha Trang para pegar o barco, num trajeto de 1 hora até a primeira parada.
Nosso guia era uma figura, um tipo mestre Miyagui dos mares. Ele  tinha um colar que imediatamente me fez lembrar de um ribeirinho que conheci na viagem da Amazônia, outra figura!
Abaixo, separados no nascimento: o guia amazônico (esq) e o mestre Miyagui dos mares. 
Detalhe nos colares, um com dente de jacaré e outro de javali!
 
No caminho haviam vários flutuantes num costão, que depois o guia nos explicou que são fazendas para criação de peixes. Eles constroem gaiolas flutuantes e usam a própria água do mar para criar diversas espécies comerciais. 
No meio, vista geral das fazendas de peixes. No alto detalhe da fazenda.

Fizemos na parte da manhã 2 paradas, sendo que a primeira estava com visibilidade bem ruim. Aqui na região eles praticam pesca com explosivos, então os corais não estão totalmente preservados. Mas já deu para ver uma porção de formações de coral muito bonitas, que não temos no litoral brasileiro. Pelo menos nos lugares que já conhecemos. Haviam muitos peixes de recifes, ou seja, peixes pequenos para médios, nesse lugar não veríamos nada muito grande. Todos muito coloridos, e numa variedade impressionante! E o sol ainda deu as caras!!
A segunda parada foi melhor, com visibilidade bem melhor, com formações mais preservadas e muitos peixes! No verão deve ser sensacional ter uma visibilidade de mais de 20m!
Quando voltamos ao barco, o almoço já estava pronto na mesa e, ao contrário de ontem, surpreendeu muito! O cozinheiro, que desde nossa saida do porto já estava a todo vapor, cortando frango, limpando as verduras, etc, fez um almoço com uns 7 pratos diferentes. E o mais importante, comida gostosa após uma manhã de pernadas intensas.
Chegamos durante o almoço num costão onde um barco com turistas pescava no mesmo lugar que outros barcos fariam mergulho livre! Vimos em algumas agências esse passeio conjugado: mergulho e pesca, vc mergulha com o Nemo e depois pode fisgar ele! E ainda, almoçá-lo!
Na última parada o mestre Miyagui também caiu na água e ficou pegando bichos diferentes, indicando peixes e outros bichos que não podia pegar. Nesse lugar ele localizou o venenoso peixe leão, que vimos ontem no aquário, muito bacana!
No alto, um costão e uma casa construida na rocha! Abaixo, o barco tour-mergulho+pesca.
Esse passeio realmente valeu a pena, ainda terminou com uma mesa cheia de frutas locais, já durante a volta ao porto. E custava o mesmo valor do city tour do dia anterior!
Fomos diretamente ao hotel e somente hoje acabou o velório do nosso vizinho. Ficamos imaginando o cansaço e a dor com que os filhos têm de lidar, pois foram 3 dias recebendo pessoas, prestando homenagens ao pai falecido. Pelo que entendemos do fraco inglês da moça do hotel, o corpo foi cremado e eles ficaram todos esses dias velando.
 Nosso hotel (Chanh Tuan) e o longo velório do vizinho.

Amanhã vamos partir para o centro do país, Hoi An!

Abs a todos! 





Dia 18 | 06nov | Vietnã - City tour por Nha Trang

Hoje tínhamos agendado para a manhã um tour de barco pelas ilhas com snorkelling incluso, mas devido à chuva e céu nublado conseguimos alterar por um city tour básico - estamos ficando preguiçosos!
Saimos na van, que chegou no horário combinado, e haviam apenas 4 pessoas com a gente! Um indiano que estava a trabalho e uma canadense chinesa. O tour começou com uma visita ao Museu Oceanográfico de Nha Trang. O nome cria grandes expectativas e o lugar não correspondeu 100%, embora tivesse vários aquários e tanques com peixes e bichos marinhos da região. Havia também um esqueleto de baleia jubarte, vários animais conservados em vidros, mas o aspecto geral era que estava precisando de uma reforma.No tanque tinha um peixe-cirurgião azul, a Dory do "Procurando Nemo", peixe doido que nadava com metade da cabeça fora d´água! E haviam vários Nemos também!
Tinham uns tubarões de recife, o peixe leão, que é lindo e venenoso.
Diversos tipos de anêmonas, Nemos e lagostas!
De qualquer forma, já deu um sabor de aperitivo ao que esperamos ver nas águas no passeio de snorkelling. No final, uma loja vendia vários souvenirs e colares de pérolas cultivadas em fazendas. Tinham pérolas de várias cores, e segundo o guia, era devido às águas do delta do Mekong, que influencia na colorações.
O próximo local eram as Torres Cham de Po Nagar, um conjunto religioso feito em tijolos de barro. Essas torres diferem muito do que vimos até agora nas cidades e ao longo das estradas. Segundo o guia, esse local não tem uma identidade religiosa muito definida, o que dá um significado específico a quem visita o lugar: para os descendentes da etnia Cham, para os budistas, aos muçulmanos, etc. O conjunto se localiza no alto de um morro ao lado da foz do rio Cai, o que possibilita uma vista bem legal da cidade. Um grupo de moças da etnia cham em trajes típicos ensaiavam uma dança tradicional, algo que parece ser bem comum nos lugares turísticos. Uma barraca exibia artesanatos de areia, como aquelas garrafinhas que temos no Ceará e alguns locais do NE, mas com desenhos mais elaborados, como uma ilustração do Ho Chi Minh, aqui chamado de Tio Ho.
Acima, dançarinas em trajes típicos e a vista geral do rio cai.
Abaixo, artesanato em areia e jardim interno.
 
Depois fomos ao templo de Long Son, onde um dos destaques é uma estátua de Buda dominando a paisagem da cidade. Para chegar à estátua deve-se percorrer uma escadaria até o alto do morro. No caminho tbm havia uma enorme estátua do Buda deitado, algo que parece ser bem comum na Tailândia, segundo os guias que lemos. Um detalhe curioso, no pé do Buda há um símbolo, que numa primeira leitura podemos relacionar ao nazismo, a suástica. Mas os nazistas apenas se apropriaram desse símbolo de origem hindu, que significava "boa sorte".
Haviam muitos pedintes em volta desses 2 lugares, principalmente no templo de Long So. Aqui haviam muitas velhinhas, essas são as que dão mais pena, algumas pedindo e outras vendendo coisas. Uma senhora ficou um bom tempo atrás de mim abanando com um leque, que ela queria vender. Pelo jeito eu estava transpirando muito!

Nosso próximo destino era mais longe da cidade, uma praia ao sul da cidade, segundo o tour prometia, ótima para banhos. O caminho era muito bonito, passando por resorts, campos de golf, Nha Trang também tem turismo de alto padrão. Passamos por uma paisagem de serras e mata tropical costeando com o mar, lembramos imediatamente de nossas viagens para Ubatuba, que saudades!!
A praia até era bonita, chegamos num canto lotado de barracas de comida. Mas havia muito lixo, a questão do lixo aqui no Vietnã é algo bem complicado. Não somos um grande exemplo nesse tema, mas o Brasil ainda está bem à frente dos vietnamitas. Nem nos animou entrar na água, que estava um pouco fria devido ao tempo nublado.
Haviam 2 tiozinhos pescando e claro, fui tentar trocar umas palavras, ou melhor, gestos. Um deles foi bem simpático e mostrou as capturas dele, uns peixinhos de praia.
Almoçamos em uma das barracas, mas o almoço não surpreendeu, apenas o esperado para algo formatado num pacote. Simples mas sem amor... Nesse mesmo lugar eles tinham uns frutos do mar vivos nadando em bacias, mas com o almoço tão insosso, não arriscariamos pedir nada mais complexo aqui.
Após o almoço teríamos um tempo para "aproveitar a praia", mas os outros turistas nem arriscaram dar uma volta e a gente já tinha andado por uma extensão e só vimos lixo jogado nos cantos. Então voltamos para a cidade, após um tour que decepcionou no geral.

 
Abaixo, o fã vietnamita da nossa seleção e a Bé no café.

Ficamos andando ao longo da praia de Nha Trang, a mesma que fomos ontem durante a chuva, mas hoje com muito mais vida! Locais em rodas na areia faziam churrasquinho de peixe, vários turistas europeus tostados como camarão (não sei com que sol), lanchas puxando paragliders, crianças correndo para todos os lados, vendedoras com vários petiscos, gente estirada nas cadeiras lendo, até pelada na praia com um local usando a camisa da nossa seleção!
Depois fomos para um café, que era frequentado por um público jovem local, que no geral se veste exatamente como as pessoas no Brasil. Uns mais modernos, uns mais descolados, o visual dos jovens na ásia não parece diferir muito do ocidente! Após o café as garçonetes ficam repondo o chá gelado o tempo todo. 
Já anoitecia e voltamos com a chuva começando a cair. Entramos num restaurante que servia phó, o noodles nacional. Uma ótima forma de terminar o dia, uma tigela de noodles quente e reconfortante!
Chegando no hotel, a música do funeral do vizinho ainda prosseguia, hoje ainda era o segundo dia!

Abs a todos!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Dia 17 | 05nov | Vietnã - Chuva em Nha Trang

Chegamos cedo em Nha Trang, uma cidade praiana no litoral sul. Nha Trang é famosa por seu mar de águas azul turqueza, algo que não vamos ver em sua plenitude, pois viemos parar aqui na pior época! Aqui também é um lugar famoso por seus pontos de mergulho de cilindro, snorkelling e afins!

O céu estava muito nublado desde nossa chegada. Estávamos a caminho de alguns hotéis que pesquisamos e no meio do caminho uma moça simpática nos abordou para ver os quartos de seu hotel. No mesmo lugar funciona uma agência de viagens e resolvemos checar. Nos agradou e fechamos por ter um preço melhor que as opções que tínhamos até então, com tudo que precisávamos, lugar limpo, com banheiro privativo, frigo, AC e wi-fi!
Depois de montar nossa base, saimos para tomar o café num restaurante em frente  e depois, dar uma volta pela cidade.
Nha Trang é uma cidade costeira muito bonita, lembra o trecho reurbanizado de Santos, com um jardim ao longo da orla, com vários restaurantes, cafés e hotéis. A cidade é a mais bacana que vimos no Vietnã até agora!
Andando praia com o céu cinza, haviam alguns poucos turistas tomando banho, uns pescadores de praia locais, uma senhora de chapéu cônico vendendo alguns snacks, um totó andando pela calçada. O tempo estava desanimador para atividades praianas!
Ficamos percorrendo a longa avenida até uma chuva começar a cair para valer e voltamos correndo para o hotel acabamos capotando com o som da chuva.

Acordamos com uma música muito diferente vindo da frente de nosso hotel. Depois constatamos que era um velório da agência vizinha, o dono havia falecido, e seus filhos estavam prestando homenagens, com músicos tocando instrumentos tradicionais. Saimos para jantar, já que apenas passamos o dia com o café da manhã. Fomos andamos pela rua do hotel e chegamos a uma ruela com um mercado noturno, vendendo todo tipo de souvenirs praianos, do tipo enfeites com conchas, corais, estrelas do mar, etc. Mas as barracas de comidas pareceram meio desanimadas e fomos parar na frente do nosso hotel, onde havia um lugar lotado.
Estavam todos colados no telão, onde passava o jogo da seleção do Vietnã contra Miamar. Jogo duro de assistir porque os caras jogam muito mal!! Mas a comida estava muito legal, cerveja São Miguel (vietnamita, apesar do nome), com uma enorme pedra de gelo no copo, que a garçonete vinha e trocava quando ela diminuia de tamanho. Isso é muito pitoresco!!. Pedimos um camarão com molho de tamarindo (muito bom!), uma lula frita, arroz e morning glory refogado no alho. Uma ótima forma de terminar um dia chuvoso e cinzento! Fiquei vermelhaço para variar, apesar da cerveja aguada pelo gelo!!


PS: o jogo acabou empatado, apesar de algumas pequenas chances de gol do Vietnã... Q pena, queríamos ter o gosto de gritar "Gooolll!" junto com eles, mas não foi dessa vez...

Chúc ngú ngon! (boa noite!)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Dia 16 | 04nov | Vietnã - Adeus Saigon!

Xìn Cháo! (Olá!)

Hoje ficamos até 11h no hotel atualizando nossos posts e pesquisando nosso hotel no próximo destino.
Como último dia em Saigon (ou Ho Chi Minh para fazer média com o governo), vamos colocar algumas cenas das ruas, que esquecemos de incluir nos posts anteriores.
Saigon nos deixou ótimas lembranças, é uma cidade vibrante, moderna, antiga, caótica, cheia de contrastes (bons e ruins, como também temos em Sampa). Tem pessoas muito interessantes, às vezes com um mal humor que chega a ser engraçado, mas também muita simpatia. E as cenas urbanas são muito curiosas, mostram o lado pitoresco do país!

Vendedor de filhotes, na garupa da bike - a Bé amou esse! Vendedora com o tradicional chapéu cônico. Churrasco na rua, um bezerro inteiro! Notem como o figura está girando o churras! Beco e barraquinha de banh mih, o sanduba mais popular do Vietnã.
Grupo de 3 idade jogando badminton, por sinal, muito bem! Bé caminhando na alameda.
O estados dos fios aqui faz a Eletropaulo parecer exemplo de primeiro mundo!
Esperando café com leite e gelo numa barraca à beira da avenida.
  
Próximo à avenida Phan Ngu Lao, o centro mais tomado pelos turistas estrangeiros.

Fizemos o checkout e a dona do hotel anterior (o Thuan Duc Hotel) nos deixou guardar as mochilas até nosso busão noturno, muito bacana ela. A Bé até tirou uma foto com ela. Agora vamos nos lembrar de tirar as fotos de todas pessoas marcantes que a gente encontrar. Tinha a dona da pousada em Siem Reap, a Happy Guesthouse, que gostaríamos também de ter fotografado...

Nossa passagem para Nha Trang, no litoral sudeste do Vietnã está marcada para hoje de noite, às 21h00. Chegaremos lá amanhã bem cedo, na esperança de pegar tempo bom e mar transparente! Lá é uma região considerada ótima para mergulho, snorkelling e afins, embora o período que a gente vai é o pior para essas atividades...Mas de alguma forma, vamos aproveitar o máximo!

Saimos para almoçar e para variar, andando sem rumo fomos parar no Mercado Ben Thanh, onde comemos algo mais simples e leve - um arroz branco com franguinho e vegetais, muito bom!
Depois passamos o resto da tarde num cyber café bacana e com wi-fi. Acabamos de atualizar todos nossos posts atrasados!! Por incrível que pareça voltamos a ficar em dia com nosso blog!! Uhuuuuhh!! Esperamos não deixar o atraso chegar a tanto como nos dias anteriores!! rs.
 A gente, empatando no cyber-café e com nosso blog em dia!!! Busão noturno, melhor que o do Cambodja. A Bé com a dona do hotel.


Mar, lá vamos nós!!
Abs a todos!